Fantástica exibição de Fernando Peres no Rali de Arganil, mas a vitória foi para Manuel Coutinho.
Depois de ter passado pela liderança, o piloto da Peres Competições, penalizou um minuto, caindo para o quarto posto da classificação geral passando a distar 34.7s do líder. Em apenas duas especiais, Fernando Peres só não conseguiu recuperar 1.5s para Manuel Coutinho (Mitsubishi Lancer Evo VI), que desta forma venceu o Rali de Arganil.
Peres andou muito, e nos últimos quilómetros a margem esbateu-se ao ponto de nem vencedor ou vencido saberem muito bem como tudo ia terminar, para gáudio do público que assistia na estrada e pôde vibrar com este desfecho de rali.
Daniel Nunes e Carlos Ramiro (Mitsubishi Lancer Evo VI) foram terceiros a 28.1s do vencedor, enquanto Paulo Correia e Ricardo Correia (Mitsubishi Carisma) terminaram logo a seguir. Gil Antunes e Daniel Amaral (Opel Astra) foram quintos, na frente de Raul Aguiar e Pedro Pereira (Mitsubishi Lancer Evo IV). Com a chegada dos pisos de terra, maiores dificuldades para os homens do Desafio Modelstand, com Daniel Ribeiro e Hugo Magalhães (Peugeot 206 GTI) a vencerem, mesmo assim suplantando pilotos equipados com carros superiores, nomeadamente as equipas Diogo Salvi e Filipe Carvalho (Mitsubishi Lancer Evo VI) e Luís Mota e Alexandre Ramos (Mitsubishi Lancer Evo IV), respectivamente oitavo e nono. A encerrar o top 10, ficaram classificados António Rodrigues e Jorge Carvalho (Peugeot 206 GTI).
Fui convidado para ir à apresentação dos três novos produtos da Abarth, a cereja no topo do bolo é que a apresentação vai decorrer na pista de Balocco em Itália.
Os produtos novos que a marca irá introduzir no nosso país são o Abarth Punto Evo, o Abarth 500C e o Abarth 695 Tributo Ferrari.
O Punto Evo promete uma mecânica ainda mais animada, equipando agora o novo motor Multiair 1.4 16v Turbo que debita 165cv mais 10cv que no Grande Punto, a tecnologia utilizada neste motor permite ao mesmo tempo baixar consumos e emissões (Euro 5). Quanto aos conteúdos outra boa notícia passa pela inclusão do sistema TTC (Torque Transfer Control) e do GSI (Gear Shift Indicator) na lista de equipamento de série, que até agora só estavam disponíveis no Abarth 500.
Com o 500C a Abarth conseguiu fazer o mesmo que tinha feito com o 500, um automóvel com um design arrebatador ao qual ninguém vai ficar indiferente, este inclui de série a nova caixa de velocidades Abarth Competizione, uma caixa manual de comando robotizado, accionada por patilhas no volante e mais 5 cv que dão sempre jeito em qualquer carro.
Em relação ao Abarth 695 Tributo Ferrari, nem sei bem o que esperar, sei que vai ter uma produção pequena, tem 180cv, a caixa de velocidade Abarth Competizione, uma suspensão com afinação especifica mais firme e rebaixada, um sistema de travagem revisto (discos, pinças e pastilhas de alto rendimento da Brembo). Pela ficha técnica apenas duas coisas a apontar, uma o peso mais 150 kg provavelmente por causa da caixa de velocidades, a outra é que será garantidamente caro...
Mais informações sobre os produtos Abarth aqui, para comprar podem sempre ir à Ficacém.
Prometo que quando voltar de Itália, faço a minha avaliação dos 3 produtos e conto-vos da minha relação com eles na pista de Balocco.
No passado dia 3 de Junho fui ao Autódromo do Estoril para a apresentação em terras lusas de um projecto que promete fazer bater mais forte os corações dos amantes de super carros.
O conceito é simples e será vencedor garantidamente!
Pagar 150€ para:
2 voltas de reconhecimento como copiloto
+ 2 voltas com Porsche Boxster
+ 1 volta à pista com Ferrari F430 ou Lamborghini Gallardo
Ou pagar 250€ para:
2 voltas de reconhecimento como copiloto
+ 2 voltas com Porsche Boxster
+ 1 volta à pista com Ferrari F458 (disponível a partir de final de Junho)
Podem sempre pagar mais e dar mais voltas.
No Estoril o piloto de serviço foi o Zé Pedro Fontes e pelo que parece também vai ser ele a participar nos próximos eventos, o que ainda torna mais interessante esta experiência, já que vão ter inputs de um dos melhores pilotos portugueses.
O próximo evento Magic Cars será no Circuito Vasco Sameiro em Braga no dia 27 de Junho.
When someone with limited experience achieves better than expected results it is referred to as beginner's luck. The term is most often used in reference to a first attempt in sport or gambling. For example, if Mike beats veteran golf player Joe in his first game, Joe might attribute this to beginner's luck.
One would expect experienced players to outperform novices - when the opposite happens it is counter-intuitive, hence the need for a term to describe this phenomenon.
Agora que já ando nas corridas há mais tempo do que todos os que nunca por lá andaram, mas há muito menos do que a maioria dos que lá andam... Sorte de principiante parece-me uma boa definição para que todos os veteran driver's expliquem o nosso resultado no circuito de Braga.
Esta técnica de que os portugueses usam e abusam de tentar minorar o trabalho, o esforço e a dedicação dos outros e resumi-los a sorte pura e dura é muito antiga e serve também para tentar esconder algumas das lacunas próprias de quem se esperava muito mais...
Posto isto gostava de vos contar o que se passou em Braga na 2ª prova do Troféu Challenge Desafio Único de 2010. O fim de semana de corridas começou sábado de manhã e tanto eu como o Pombo fomos uns dos primeiros a chegar ao Vasco Sameiro tal era a nossa vontade de entrar para dentro do carro e acelerar. Num dia sem cronometragem oficial os treinos privados que correram conforme esperado, serviram para travarmos melhor conhecimento com o Punto e tentar habituar-mo-nos à "sã" convivência com 30 outros carros em pista, ainda que sem ser em ritmo de corrida.
No domingo é que tudo se decidia e tanto eu como o Nuno sabíamos que iríamos ter que por em prática o que tínhamos aprendido até então. Nos treinos livres fomos os sétimos mais rápidos e conseguimos rodar sempre a um bom ritmo..
Na qualificação começou a nossa sorte de principiantes e conseguimos a pole-position nas duas mangas, tendo conseguido fazer uma volta ao traçado em 1:42.793 (Pedro Matias) e outra em 1:43.255 (Nuno Pombo), tal facto deveu-se a uma conjugação de factores que depois são resumidos a uma de duas hipóteses conforme explicava o nosso Team Manager "o carro está completamente faralhado" - dizem os pilotos das outras equipas ou "os pilotos são muito bons" - dizem os preparadores dos carros deles. Na minha modesta opinião termos conseguido a pole aconteceu porque o carro é muito bom e porque tanto eu como o Nuno estamos a aprender depressa a andar nele.
Segue o vídeo com as voltas que nos deram a pole position em ambas as mangas.
Nas mangas A e B com partida rolante notou-se bem a nossa falta de experiência já que apesar de partirmos da primeira linha da grelha, conseguimos chegar (tanto eu como o Nuno) ao final da recta da meta em 6º...
A minha primeira experiência de corrida a sério foi dura (algo para que achava que estava preparado), depois de cair para 6º tentei recuperar algumas posições, mas não foi facil com alguns dos pilotos a insistirem que a trajectória ideal era não travar e tentar acertar com o máximo de força possível na traseira do meu carro (esta recuou 8 cm no final das 3 mangas e de tanto o para-choques roçar nas rodas de trás conseguiram ainda arrancar-me um bocado de pneu com 15cm por 5cm), como mesmo assim não dava para passar, tentaram uma nova trajectória ir pela relva e acertar na traseira do nosso Punto mas desta vez de lado (na ilharga) para que o mesmo lhes saísse da frente (de preferência em pião)... Depois deste baptismo de guerra consegui terminar a manga A no 6º lugar, que diga-se para todas as peripécias foi muito bom...
O Nuno teve na manga B uma prova mais tranquila e conseguiu terminar no 5º posto.
Com estas duas classificações, partimos para a Manga C (a que mais contava para a pontuação final) na 4ª posição da grelha e extremamente confiantes num resultado entre os 5 primeiros. Partimos no grupo da frente e mantivemos a posição até à mudança de pilotos, que fruto de uma estratégia impecável do nosso Team Manager (parar muito cedo e quase sem trânsito no pit lane) nos permitiu entrar em 4º e depois de terminadas as trocas de pilotos termos subido ao 3º lugar, que nos garantia um lugar no pódio. Até final ainda houve algumas mudanças de posições, sendo que nas últimas voltas houve lutas mais intensas, conseguimos manter o 3º lugar na manga decisiva e assim alcançar também o 3º lugar geral absoluto, somando 45 preciosos pontos para o Troféu.
Gostava de realçar que este resultado superou todas as nossas expectativas e queria agradecer ao nosso Team Manager e à Integra Support pelo excelente trabalho que fizeram durante todo o fim de semana.
A próxima prova será no Autódromo do Estoril no dia 13 de Junho.
O Abarth 500 que participou no Verde Pino foi o carro escolhido para o projecto do Open de Ralis 2011 a preparação do mesmo irá estar a cargo da Integra Support e do Team Manager (TM), mas e o piloto também não tem que ter preparação ?? Foi em forma de resposta a esta pergunta que o TM arranjou forma do Cinquecento participar como viatura de segurança no Rali de Vila Nova de Cerveira, o Nuno Pombo meu colega de equipa no Desafio também participou em Fiat Punto HGT, para também ele ver se os ralis lhe correm dentro das veias.
Nos ralis o ambiente é bem mais descontraído e parece haver uma camaradagem diferente daquela que se sente nos circuitos (talvez seja por não andarem juntos em pista e por vezes a olharem-se olhos nos olhos), a luta é muito mais com o cronómetro e devo dizer que me estimula bastante o facto de dentro do carro irem sempre dois a puxar para o mesmo lado (leia-se para a frente e depressa de preferência)...
O TM tratou de encontrar um navegador destemido e com vontade de andar depressa num carro sem roll-bar, sem suspensão, sem travões, com caixa e motor de origem e com um piloto sem a experiência necessária para poder lidar com estas variáveis todas, mas o Jorge Lopes (Jorginho para os amigos) lá aceitou o desafio e meteu-se dentro do Abarth com os cintos sempre muito apertados não fosse alguma coisa dar para o torto.
O sábado foi dia de reconhecimentos para tirar notas e das primeiras passagens nos troços , se há estradas que deviam de ter portagens, estas por onde passa o rali de Cerveira deviam de ser umas delas por tão espectaculares que são os troços e as paisagens.
Como primeiro carro na estrada (sem equipamento sonoro e pirilampos em cima do carro) sabíamos que teríamos de andar sempre uns furos abaixo do ritmo que gostaríamos, ainda assim tínhamos que ver em que posição um Abarth 500 Essesse completamente de fábrica conseguiria ficar no meio dos 94 participantes e tinhamos que chegar com a lata inteira ao final, até porque bater sem ser a valer não só é uma estupidez tremenda como ainda por cima sai caro!
O rali era composto por 7 PEC's a primeira das quais uma super especial que se corria no sábado e que não tivemos oportunidade de fazer por causa de um acidente que fez cair um poste de iluminação no meio da estrada (ninguém se magoou mas o carro ficou num rico estado).
Ainda no parque de assistência o Abarth 500 cedo começou a captar a atenção de todos os presentes, facto que não me era estranho, também a julgar pelas opiniões dos clientes a quem vendi cinquecentos de corrida que dizem que o carro desperta a atenção das pessoas como nenhum outro carro que tinham tido até então. Desculpem a falta de humildade em relação aquele que vai ser o meu cavalo de corridas, mas mesmo sem decoração, nem preparação o carro chama mais a atenção do quase todos os outros carros presentes em prova...
Lá arrancamos para o rali propriamente dito no domingo, sempre com alguns problemas óbvios de aquecimento da suspensão e de falta de rigidez da mesma a obrigarem-nos a moderar o ritmo principalmente nas estradas com o piso mais irregular.
Também a ajudar à festa e para começarmos bem o rali o carro dos observadores da FPAK estava parado no meio da tomada de tempo da 2ª PEC e se a estrada não é larga, no meio das células só com muito jeitinho e alguma sorte é que passam dois carros, para além disto a célula ficava 30 metros depois de uma curva cega e em que a nota era "Direita 3+ é boa acredita, acredita!", obviamente que chegámos lá depressa demais e dava para fazer pouco mais do que uma bela tangente que provocou um calafrio no meu navegador e acima de tudo nos observadores da FPAK que a partir daí fizeram questão de estar parados em todas as tomadas de tempo seguintes da mesma forma...
Até ao final do dia os minutos passam a correr e chegámos ao fim do rali com a sensação de que agora é que devia começar... deve ser sinal que nos divertimos e que outro dos objectivos principais foi atingido.
Se estivéssemos a participar no rali tínhamos ficado com o 23º lugar geral, que com as condicionantes todas com que nos apresentámos à partida até foi um bom resultado, bem acima do meio da tabela que era a nossa meta. Deu para perceber que se o carro de origem faz isto, quando estiver preparado vai dar algumas dores de cabeça a quem por lá anda há já algum tempo...
Deixo-vos o video on-board da última PEC, num Clio de um espanhol que por lá andou e bem penso que foi o 9º da geral:
A primeira prova do Troféu Challenge Desafio Único de 2010 disputou-se nos dias 1 e 2 de Maio no regresso à mítica Rampa da Falperra e a grande armada Fiat lá se apresentou à chamada, com uns impressionantes 22 Unos e 28 Puntos.
Para os pilotos do Team Berner Ficacém a semana acabou mais cedo e 5ª feira depois de um longo dia de trabalho rumámos a Braga para irmos treinar a Falperra (estrada onde nunca tínhamos passado), por lá andamos até as 5 da manhã de 6ª feira hora em que achámos por bem dar por terminado o nosso treino uma vez que as curvas já pareciam todas iguais (treinar rampas é como subir umas escadas pela escada rolante e depois ter de descer pelas escadas normais, bem era haver uma auto-estrada até ao inicio novamente, fica o reparo à organização e ao Sócrates)
A Rampa é excelente, muito rápida principalmente na 2ª metade ainda que no Punto não falte muito o ar, se tivéssemos levado uns 100 cv extra penso que tudo passaria a ser diferente.
No Sábado de manhã lá rumámos à Falperra, o Punto já estava à nossa espera com uma decoração fantástica e mesmo que não conseguíssemos um bom resultado, pelo menos já tínhamos um dos carros mais bonitos da caravana Fiat. Sabiamos que aqui ia ser mais difícil, poucas subidas a cada um e o fraco conhecimento que tínhamos da Rampa e do Punto iria condicionar o nosso andamento face à concorrência, mesmo assim estávamos preparados para dar o nosso melhor.
Na primeira subida de treinos a estrada estava muito molhada, o Nuno não quis arriscar dar um toque e a mesma serviu para reconhecimento, na minha subida de treinos ainda com a estrada húmida em alguns locais e ainda que não tivesse arriscado consegui fazer o 7º tempo.
Nas subidas a contar eu fiz o 8º tempo da minha manga e o Nuno acusou a falta de conhecimento da estrada e do Punto e não ficou contente com o resultado atingido.
No Domingo já não choveu e o Nuno fez a subida de warm up conseguindo o 14º tempo da sessão e preparou-se bem para a sua última subida de prova em que conseguiu um 10º lugar, apesar da uma ligeira saída de estrada que não provocou danos no Punto, na minha subida as coisas correram bem (apesar de ter entrado depressa demais na chicane e ter perdido ali alguns segundos para evitar um toque quase certo no rail), consegui o 6º lugar na minha manga e o Team Berner Ficacém conseguiu o 10º lugar final que tinha sido o objectivo traçado.
Segue a reportagem do Jornal do Golfe sobre a participação do Team Berner Ficacém na Rampa da Falperra:
Depois do que vos contei nos posts anteriores, obviamente que a vontade de continuar a correr era mais do que muita!
A partir de Janeiro as negociações com o Nuno Pires começaram e devo dizer que foram muito fáceis, nós tínhamos muita vontade de correr e o nosso Team Manager gosta mais de competição automóvel do que a minha avó de telenovelas...
O projecto elaborado consistia no seguinte, seis provas do troféu mais uma de resistência, ter um carro que nos permitisse lutar por uma posição no Top 10 da categoria FEUP 2, ter um orçamento controlado a cumprir até final da época e tentar fazer a melhor figura possível!!
A coisa ficou fechada e todas as partes envolvidas ficaram contentes, o processo de preparação da viatura para competição ficou a cargo do Nuno Pires e da Integra Support.
O carro é sempre importante, mas onde garantidamente podíamos retirar mais segundos era na manicure (leia-se Kit de Unhas) e para nos ajudar nessa tarefa escolhemos a pessoa ideal, o Zé Pedro Fontes com a sua paciência de Job aceitou o desafio e agarrou-se a nós com unhas e dentes!
Depois do Punto pronto era altura de o irmos testar e de ter a dita aula com o ZPF, que com carinho tratamos por Mestre, o circuito escolhido foi o de Braga e numa segunda feira tranquila por lá andamos a gastar borracha ao som dos ensinamentos do nosso Mestre. Os resultados foram bons e a julgar pelo entusiasmo quer do Team Manager quer do Mestre superaram todas as expectativas.
Já faltavam poucos dias para a estreia do Desafio Único 2010, que vos vou contar mais à frente.